Por que a Geração Z gasta cada vez mais com pets — e o que isso revela

Sorvete de frango, roupinha de grife, spa terapêutico e petisco artesanal. A Geração Z está redefinindo o que significa cuidar de um pet — e os números surpreendem.

Se você tem menos de 30 anos e tem um pet, provavelmente já comprou pelo menos um produto “desnecessário” para ele.

Uma roupinha. Um petisco diferente. Um brinquedo que custou mais do que deveria.

E não tem nada de errado nisso — na verdade, você faz parte de um dos movimentos mais interessantes do mercado mundial.

A Geração Z está transformando o jeito de cuidar dos pets. E a ciência, o mercado e os dados confirmam: essa mudança é real, profunda e veio para ficar.

Por que a Geração Z gasta mais com pets do que qualquer geração anterior?

A resposta curta é: porque os pets deixaram de ser animais de estimação e viraram membros da família.

Mas o que torna a Geração Z diferente das gerações anteriores nesse aspecto é a intensidade e a naturalidade com que isso acontece.

Segundo a Folha BV, especialistas explicam que Millennials e Geração Z costumam enxergar os pets como parte da estrutura familiar, influenciando decisões de consumo e estilo de vida. Muitos jovens adultos têm adiado casamento e filhos, mas ampliado investimentos em animais de estimação, criando uma demanda maior por serviços e experiências premium.

Na prática: o pet virou o filho. E filho merece o melhor.

Essa lógica — que para gerações anteriores poderia soar exagerada — é completamente natural para quem nasceu entre 1997 e 2012.

O que os dados dizem sobre os gastos da Geração Z com pets?

Os números são impressionantes e crescem a cada ano.

Segundo dados da Mordor Intelligence citados pelo portal Mercado & Consumo, o mercado global de cuidados com animais de estimação alcançou US$ 380 bilhões em 2025 e deve atingir US$ 650 bilhões até 2030 — crescimento impulsionado principalmente por Millennials e Geração Z, que tendem a gastar mais por animal do que qualquer geração anterior.

No Brasil, os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE mostram que casais sem filhos gastam em média R$ 85,55 por mês com pets — valor significativamente maior do que a média geral dos lares com animais.

Esse é exatamente o perfil da Geração Z: jovem adulto, sem filhos ainda ou optando por não tê-los, com renda disponível e disposição para investir em qualidade de vida para o pet.

Sorvete, spa e roupinha: os produtos que a Geração Z está comprando

O que a Geração Z compra para os pets vai muito além de ração e vacina.

Segundo análise da Vogler com base em dados globais do GNPD, os tutores da Geração Z demonstram maior interesse por snacks e alimentos indulgentes para pets, especialmente aqueles que criam experiências compartilháveis. Produtos como sorvetes, sobremesas e snacks híbridos ganham força ao conectar emoção, prazer e vínculo entre tutor e animal.

Alguns dos produtos que mais crescem nesse público:

  • Petiscos premium e naturais — sem conservantes, ingredientes rastreáveis, embalagens bonitas para foto
  • Sorvete e sobremesas para pets — versões sem lactose e sem açúcar feitas especialmente para cães e gatos
  • Roupinhas e acessórios — não só por estética, mas como extensão da identidade do tutor
  • Hotel e spa para pets — quando viajam, não querem deixar o pet em qualquer lugar
  • Planos de saúde veterinários — prevenção antes de tratamento
  • Tecnologia pet — rastreadores GPS, câmeras e comedouros automáticos

E tem um detalhe importante: a Geração Z não compra só o produto. Ela compra a experiência — e compartilha nas redes sociais.

Um petisco bonito, natural e bem embalado não é só comida para o cachorro. É conteúdo para o Instagram. É prova de que você cuida bem do seu pet. É identidade.

Por isso produtos como o Snack Petz Crocante Angus — 100% natural, rico em proteínas, sem transgênicos — se encaixam perfeitamente nesse perfil: qualidade real com apelo premium:

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Por que a Geração Z prefere pets a filhos?

Essa é uma das perguntas mais debatidas pelos demógrafos e economistas nos últimos anos.

A resposta não é simples — e vai além de “não querem responsabilidade”.

Segundo dados do IBGE citados pelo portal Cães e Gatos, a economista Clécia Ivânia Rosa Satela aponta que com famílias menores e a maternidade e paternidade sendo adiadas — ou até substituídas —, cresce o espaço destinado aos animais, que assumem o papel de filhos de quatro patas.

Os fatores que explicam essa escolha:

  • Custo menor — criar um filho custa muito mais do que cuidar de um pet, mesmo com todos os mimos
  • Flexibilidade — pets permitem mais liberdade de viagem, trabalho e estilo de vida
  • Conexão emocional imediata — o vínculo com um pet é mais simples e menos conflituoso do que dinâmicas familiares complexas
  • Saúde mental — estudos mostram que ter pets reduz ansiedade e solidão, problemas prevalentes na Geração Z
  • Identidade — o pet faz parte da identidade online do tutor — aparece nas fotos, nos stories, nos reels

As marcas que entenderam a Geração Z — e as que ficaram para trás

O mercado percebeu essa mudança — e as marcas mais inteligentes se adaptaram rápido.

Segundo o portal Mercado & Consumo, marcas de beleza e moda têm avançado sobre o universo pet como extensão de portfólio. O Boticário lançou a linha Au.Migos. A Dolce & Gabbana apresentou um perfume para pets. A Reserva firmou parceria com a Petlove.

Lojas como Riachuelo e Adidas passaram a incluir pontos de apoio para animais — espaços com bebedouros — sinalizando que o pet faz parte da rotina de compras do novo consumidor.

A lógica é simples: a Geração Z não deixa o pet em casa. O pet vai junto. Então o negócio que não é pet-friendly perde cliente.

No digital, o impacto é ainda maior. Contas de pets no Instagram e TikTok acumulam milhões de seguidores. Tutores da Geração Z constroem audiências ao redor dos seus animais — e as marcas pagam para aparecer nesse conteúdo.

Isso é exagero ou cuidado de verdade?

Essa é a pergunta que divide opiniões — e merece uma resposta honesta.

Dar sorvete para o cachorro não é exagero se o produto for formulado para cães. Comprar roupinha não é bobagem se o pet precisar de proteção no frio. Investir em petisco natural é cuidado real — não só marketing.

O que os veterinários alertam é para não confundir humanização com antropomorfismo excessivo. Pets têm necessidades específicas que não são as mesmas dos humanos.

O petisco artesanal pode ser uma ótima escolha — mas a vacina em dia, a castração e a visita regular ao veterinário continuam sendo a base do cuidado. Nenhum mimo substitui saúde preventiva.

A Geração Z, no geral, entende isso. Ela não escolhe entre mimo e saúde — ela quer os dois. E está disposta a pagar por isso.

Dicas finais para mimar seu pet sem exagerar

  • Petiscos naturais são ótimos — mas devem representar no máximo 10% das calorias diárias do pet
  • Antes de comprar qualquer alimento novo, verifique se é formulado para a espécie do seu pet
  • Roupinha tem função? Ótimo. Só estética e o pet odeia? Repense
  • Invista em experiências que o pet realmente aprecia — passeio novo, brincadeira nova, petisco diferente
  • Documentar o pet nas redes é divertido — mas o pet não precisa de palco, precisa de atenção real
  • Combine o mimo com o básico: vacinas, vermífugo, castração e check-up anual são inegociáveis

A Geração Z não está exagerando nos cuidados com os pets — está apenas sendo coerente com o que acredita. Se o animal faz parte da família, merece ser tratado como tal. Com carinho, com qualidade e, sim, com um petisco especial de vez em quando.

Curtiu essa curiosidade? Compartilha com quem tem pet em casa — essa geração está mudando o mundo animal de um jeito muito bonito! 🐾


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Perguntas frequentes sobre a Geração Z e os pets

Por que a Geração Z gasta tanto com pets?
Porque para essa geração os pets são membros da família — não animais de estimação. Com o adiamento de filhos e a valorização do vínculo emocional com animais, o investimento em qualidade de vida para o pet se tornou prioridade natural.
Quais produtos a Geração Z mais compra para pets?
Petiscos naturais e premium, sorvetes e sobremesas para pets, roupinhas, planos de saúde veterinários, tecnologia como rastreadores GPS e câmeras, além de serviços como hotel e spa para animais.
É exagero dar sorvete e petisco artesanal para cachorro?
Não, desde que os produtos sejam formulados especificamente para cães e oferecidos em quantidade adequada. O que os veterinários recomendam é combinar os mimos com os cuidados básicos: vacinas, castração e check-up regular.
Qual o impacto da Geração Z no mercado pet brasileiro?
É um dos principais motores de crescimento do setor, que faturou R$ 77 bilhões em 2024 e deve superar R$ 80 bilhões em 2026, segundo dados da Abinpet e do Instituto Pet Brasil.

Fontes consultadas:

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